28/04/2021 às 16h51min - Atualizada em 28/04/2021 às 16h51min

Ex-advogado de Trump é alvo de mandado de busca em NY

Promotores investigam se Rudolph Giuliani violou as leis de lobby como advogado pessoal do ex-presidente americano, segundo jornais dos EUA. Giuliani é também ex-prefeito de Nova York.

Fonte G1
Rudy Giuliani, ex-prefeito da cidade de Nova York e advogado pessoal do presidente Donald Trump, é visto após a mídia anunciar a vitória do candidato democrata Joe Biden em, Filadélfia, na Pensilvânia, neste sábado (7) — Foto: Eduardo Munoz/Reuters

Investigadores cumpriram um mandado de buscas no apartamento e no escritório de Rudolph Giuliani, ex-advogado pessoal de Donald Trump e ex-prefeito de Nova York, nesta quarta-feira (28).

A informação foi revelada inicialmente pelo jornal "The New York Times" e depois confirmada pelo "The Washington Post". Foram apreendidos dispositivos eletrônicos no apartamento do advogado .

Os promotores obtiveram o mandado judicial em um inquérito criminal sobre as negociações que Giuliani teve com ucranianos —o advogado pode ter violado as leis de lobby, pois era, ao mesmo tempo, advogado pessoal do ex-presidente dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, segundo o jornal, funcionários e oligarcas ucranianos ajudavam o advogado com informações sobre rivais políticos de Trump, incluindo o atual presidente americano, Joe Biden.

Trump sofreu um impeachment (o primeiro dos dois que sofreu no cargo) por ter pressionado a Ucrânia a investigar o filho de seu maior rival, Joe Biden, em troco de verbas para segurança. O outro foi por incitar a invasão ao Capitólio em janeiro deste ano.

O ex-presidente americano foi condenado pela Câmara nos dois processos, mas absolvido em ambos no Senado.

1º impeachment de Trump

Trump foi acusado, em setembro de 2019, de tentar recrutar um poder estrangeiro para interferir na eleição presidencial de 2020 em seu favor.

Segundo a acusação, o republicano pediu ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para ajudar seu advogado pessoal, Rudolph Giuliani, a investigar Hunter Biden, filho de Joe Biden.

Na época, Biden era o principal pré-candidato democrata à Casa Branca e um então possível adversário na eleição presidencial do ano seguinte.

Biden foi escolhido como o candidato democrata e venceu Trump, que se recusou a aceitar a derrota.


O presidente dos EUA, Joe Biden, abraça a primeira-dama, Jill Biden, seu filho Hunter e a filha Ashley após prestar juramento durante a sua posse presidencial, no Capitólio dos EUA, em 20 de janeiro deste ano — Foto: Carolyn Kaster/AP

2º processo de impeachment

O então presidente americano alegava fraudes nunca comprovadas na eleição e incitou seus apoiadores a não aceitarem seu resultado.

Os protestos contra a derrota do republicano culminaram na invasão ao Capitólio, sede do Congresso americano, no dia em que deputados e senadores atestaram a vitória de Biden.

Cinco pessoas morreram na invasão, inclusive um policial, e Trump se tornou o primeiro e único presidente americano da história a sofrer dois processos de impeachment.

Recentemente, dois policiais do Capitólio processaram o ex-presidente americano devido à invasão e aos ferimentos que sofreram

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