16/04/2021 às 12h21min - Atualizada em 17/04/2021 às 11h53min

Pandemia: o perigo do diagnóstico tardio do câncer de mama

Durante a pandemia o câncer de mama continua existindo e precisa ser diagnosticado e tradado no início da doença.

SALA DA NOTÍCIA Redação | Doutor TV
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Imagem: Freepik
A pandemia de Covid-19 tem resultado em hábito diário de distanciamento social por parte da população. Ou seja, muitas são as pessoas que passaram a evitar locais antes comuns para o seu dia a dia, inclusive os serviços médicos.

Nesse período, o número de mulheres buscando atendimento para exames de rotina caiu drasticamente. Uma queda importante a ser analisada é a ida ao mastologista e ginecologista. Isso se tornou um risco à saúde das mesmas, já que essa ausência tende a prejudicá-las no que se refere principalmente ao diagnóstico de câncer.

Segundo dados da ABRAMED (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), a queda no número de mamografias realizadas em solo nacional foi de 46,4%, comparando-se o período de março a agosto de 2020 com o mesmo no ano anterior.

Entenda: mesmo diante da pandemia, o câncer de mama continua existindo e precisamos falar deste assunto.

Espaçamento maior entre exames pode acender sinal de alerta

Veja bem: a mulher costuma passar por exames rotineiros todos os anos. Algumas chegam a buscar clínicas por mais de uma vez. Contudo, o ano de 2020, por causa da pandemia, ela se isentou em agendar atendimento para tais procedimentos. Isso traz algum risco?

Sim! Há uma possibilidade de acontecer um câncer no intervalo.

“É claro que, se essa mulher já tinha os exames anteriores normais, a chance é um pouco menor. Porém, existe a possibilidade de ter aparecido algo nesse período de um ano. Por isso o intervalo recomendado para exames é uma vez a cada doze meses”, explica a médica mastologista Dra. Danielle Miyamoto.

As clínicas seguem todos os protocolos de segurança

Postergar o início desse tipo de exame quando se chega aos 40 anos é outro agravante. A mulher precisa buscar por ajuda de especialistas e realizar procedimentos de mamografia regularmente.

Quando o assunto é a pandemia de Covid-19, hoje as clínicas seguem todos os protocolos para a segurança das pacientes durante as consultas. Portanto, vale a pena continuar com os exames rotineiros, até porque há alterações mamárias que não são palpáveis, a mulher não sentirá nada durante o toque feito em casa. Ou seja, somente um procedimento preciso é capaz de rastrear algum problema, principalmente em estágio inicial.

O perigo do diagnóstico tardio do câncer

A grande realidade quando se faz o diagnóstico precoce é que as chances de uma cirurgia conversadora se tornam maiores. Esse procedimento preserva a mama e mantém uma qualidade estética depois do resultado final. Isso resguarda inclusive a autoestima da mulher.

Além disso, tumores menores têm chances reduzidas de quimioterapia, que é um tratamento mais agressivo.

“Se é uma doença que está restrita à mama e num tamanho pequeno a cirurgia é muito menos agressiva na axila. Agora, se é um tumor maior com acometimento nos gânglios da axila, a paciente terá que passar por um esvaziamento desses gânglios. Muitas vezes isso pode gerar efeitos colaterais como inchaço nos braços. Tudo isso pode ser evitado caso o diagnóstico seja feito previamente”, avalia a mastologista.

Câncer de mama em homens

No caso do público masculino, torna-se raro o câncer de mama. É claro que, se o homem apalpou algo de diferente, está com coceira no mamilo, reparou uma assimetria entre uma mama e outra, tais situações precisam ser avaliadas pelo médico mastologista.

Ainda assim, na maioria das vezes, não há de ser nada. Pode ser um aumento de glândula mamária, ou outras situações que tendem a acometer a mama do homem sem resultar num diagnóstico de câncer.

Recomendação de rastreamento do câncer de mama

As chances de uma adolescente ter um câncer de mama são extremamente raras. O recomendado é que mulheres acima dos 40 anos sejam examinadas anualmente, e isso serve para a população em geral (até para quem possui baixo risco para câncer de mama).

“Se for para escolher um único exame a ser feito, esse deve ser a mamografia. Muitas vezes completamos com um ultrassom quando as mamas são mais densas. Às vezes pensamos em antecipar esse rastreamento em mulheres acima dos trinta anos, caso identifiquemos no histórico um antecedente familiar mais importante, ou histórias de cânceres em gerações da família, ou até mesmo um diagnóstico de uma mutação genética e exposição que essa mulher tenha tido durante a vida que a leve a um alto risco para câncer de mama”, finaliza a Dra. Danielle Miyamoto.

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